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Interesses econômicos x Degradação Ambiental

Maricá e Saquarema, municípios litorâneos limítrofes do Estado do Rio de Janeiro, vivem um drama sócio ambiental. De um lado a promessa e expectativa de maior desenvolvimento social e econômico para seus habitantes, por outro, toda a avalanche de danos imprevisíveis, ao longo do processo da instalação do Porto de Jaconé. Vale dizer que a praia de Jaconé é parte inerente ao município de Maricá e parte inerente ao município de Saquarema. São águas limpas, matas verdejantes pouco dizimadas pela especulação imobiliária que assola a região. A exploração tomará 2km de área, da qual se planeja retirar as espécies animais e vegetais ameaçadas de extinção para sua preservação.

Como já cansamos de ver Brasil a fora, todas as projeções realizadas pelos grupos econômicos e governamentais interessados nos lucros e resultados de tais empreendimentos, flagraram erros de planejamento e previsibilidade, somente aparentes após a ocorrência dos danos.

Fora este aspecto, também as previsões e projeções inerentes aos benefícios oferecidos em contrapartida à população atingida por estes empreendimentos sempre são acima da realidade que posteriormente se apresenta.

Haja visto a situação do COMPERJ em Itaboraí e outras situações congêneres.

As populações de Maricá e Saquarema devem ser extremamente atentas a estas e outras  questões. Será que não há outra área com o mesmo potencial sem a previsibilidade de tanta degradação?

São plantas, animais, milhões de organismos vivos inerentes a fauna marinha e a flora. A própria fauna e flora terrestre da região que também engloba milhares de aves. A área em questão é um ponto de descanso, para aves, e de passagem para baleias que usam o trecho como rota de passagem.

Tal empreendimento, afetará negativamente a vida das populações envolvidas que não serão compensadas pelos benefícios de alguns milhares de empregos. Seremos um centro industrial petroquímico, com poluição sonora, visual, aérea, marítima, fluvial, e social.

Estejamos atentos – vigiai e lutai.

 

Sônia Mello 

Mello Advocacia

 

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